Primeiramente

•11/04/2010 • Deixe um comentário

O que seria filosofar? Filosofar seria pensar, ao lado bom, ou ruim. Bem, pelo menos é meu conceito. Se filosofia é um pensamento, pq não seria uma ilusão? Quem nunca se iludiu com um próprio pensamento, ou uma pessoa? Filosofia então seria uma ilusão para todos nós? Nós seriamos uma ilusão? Mas oq pra vc, seria ser iludido. Pensamentos a parte, cada um tem seu ponto de vista, e aqui, postarei os meus. Mas, para finalizar, eu estaria me iludindo com a filosofia?

Vou falar de amor…

•22/11/2012 • Deixe um comentário

Semanas atrás em uma palestra uma pergunta veio à tona que me deixou pensativo tempos e mais tempos. A pergunta era: “Quem acredita em amor aqui?” Na hora respondi por responder, posteriormente fiquei pensando e realmente descobri que não sei responder.

Os que responderam que não acreditavam justificaram dizendo que as pessoas se unem por algum interesse. Seja sexual, econômico ou até mesmo querer formar família e diversos outro exemplos. Nada mais que interesse. Os que responderam que acreditavam falaram que não é algo material e sim espiritual e não tem como explicar. Eu apenas respondi citando Vinicius de Moraes “Que seja eterno enquanto dure” mas depois fiquei pensando em tal pergunta.

Ora claro, o que é amor? Estamos falando de amar outra pessoa. Não um amor que filho possui por mãe ou mãe possui por filho. Aliás se definimos isso como amor, então o que seria amar outra pessoa se dizem que amor de mãe não há igual? Não há como confiar ou amar alguém mais que mãe? Se amor é pela mãe e você não sente isso por mais ninguém, o que é amor pelo outro? Não é para você responder, caro leitor, são apenas perguntas retóricas que me fazem pensar sobre o tal amor.

Acreditar ou não no amor é como acreditar ou não na sorte. Você sabe que para fazer tais desafios só precisa de sua competência, porém nunca deixa de contar com a sorte. Mas você nem sabe o que realmente é sorte. Entretanto quando alguém deseja um “Boa Sorte” ou você se apega à símbolos que “trazem” sorte você fica mais confiante. Sendo assim sorte um sinônimo de confiança. E o amor é sinônimo de que? Dizem que amar é ser fiel. Se o amor resume-se na fidelidade eu concluo que há ser humanos que amem outros que não. Fidelidade vai de pessoa por pessoa. Porém todos podem um dia aprender. Concluindo então que amor não é algo a mais é apenas uma fidelidade mais íntima.

Analiso, julgo, penso, tento entender. Acho que não é a primeira vez que falo do tal amor. Contudo fiquei tão encucado com a tal pergunta que tive que escrever sobre. E para mim, afinal, acredito no amor? Ora, caro leitor, você pode acreditar no que quiser. Eu também. E eu digo que não posso acreditar em algo que nunca tive/presenciei. Mas não duvidarei que possa existir. Estou aqui, esperando que alguém me prove que minha “teoria” esteja errada. Talvez um dia voltemos a falar disso…

Filosofia de whisky

•22/09/2012 • Deixe um comentário

-Garçom, me vê uma dose de whisky. 4 dedos e 2 pedras de gelo. Sim só isso, obrigado.

[10 minutos após]

-Garçom, mais outra dose dessas.

[10 minutos após]

-Garçom, outra dose.

Garçom me olhou, e perguntou:
– Amigo, você não esta exagerando?

Retruquei:

-Bote mais uma dose, que explicarei…

O Garçom botou mais uma dose e comecei a explicar:

-Pense em algo duradouro. Algo que deixe feliz por muito tempo. Algo que você teria todo dia numa certa quantidade específica. Maravilhoso isso não é?
Mas com esse algo você coloca outra coisa junto. Que em certa dose, transforma o maravilhoso em prazer, sentimento inexplicável, o melhor possível. Porém se essa coisa  dura muito tempo, torna-se enjoativa e todo o prazer antes sentido será perdido. É exatamente o whisky. O whisky sozinho é muito bom. Porém com as pedras de gelo são perfeitos, não ficam tão ardentes e não perdem seu gosto. Porém se você demora a beber, o gelo derrete e deixa o whisky aguado com um gosto horroroso que por fim tem que disperdiçar uma bebida tão cara e prazerosa, pelo simples motivo de deixa-la aguada. Use essa analogia para muitos prazeres na vida meu caro. Seja um amor, amizade, dor, tristeza. Você precisa saber o quanto apreciá-los para não ficar algo cansativo para os dois lados. Pois você não terá certeza o quanto terá, nem mesmo quanto tempo durará, então tens que saber equilibrar pra sempre ter o melhor. E o equilíbrio é muito difícil se alcançar. Bem, poderiamos passar a noite falando dessas coisas, uma coisa puxa a outra, mas não temos certeza de nada.

O Garçom perguntou:

– Mas como assim, tantos pensamentos sem nenhuma certeza? Do que adianta?

Respondi:
– Amigo, precisamos  pensar em algo para podermos levar a vida. Acreditar em algo. Mas você não tem certeza nem do que você realmente quer. Nem se fala então de certezas que envolvam os outros. A única certeza que temos é …[tomando a última gota do whisky no copo] … que o fim chegará para todos.

O Garçom teria que fechar o bar e o homem estava indo embora. Quando o garçom estava saindo do bar já fechado, na rua do lado havia um homem estirado. Ora era aquele homem do whisky que fora atropelado. Pouco antes de seu fim ele disse ao Garçom:

– Dexei meu whisky ficar aguado e joguei tudo fora. Não faça o mesmo. Busque suas certezas antes que verdadeira certeza lhe busque…

Dúvida

•10/09/2012 • 1 Comentário

“Ser ou não ser? Eis a questão!” Talvez seja a dúvida mais conhecida e relatada desde a época de quando foi lançada, o Renascimento.

Shakespeare conhecia bem a dúvida. Onde o próprio afirmava que a dúvida nos faz perder o que poderíamos ganhar pelo simples medo de arriscar.

Podemos afirmar que o medo de arriscar seria medo de errar?
Creio que de certa forma, sim.  Não que seja algo certo ou errado, mas Aristóteles afirmava “A dúvida é o princípio da sabedoria.”

Então como uma equação de pensamentos podemos concluir que a dúvida é um simples medo de arriscar, que pode ser medo de errar, porém é algo sábio.
Se é o sábio que duvida das coisas, os que creem são leigos? Mas os que creem duvidam de certas afirmações dos próprios sábios que duvidando tornam-se sábios.
Então todos somos sábios? Ou todos somos leigos?  Ou ainda mais, somos o que queremos ser?

Se somos o que queremos ser por que não o somos? Somos apenas dúvidas. Ora nossas, ora dos outros.

Eu como um “ser dúvida” não hesito em duvidar. Mas não posso em hesitar em buscar os sonhos, que outrora e até mesmo arestora, deixa-me em dúvida de quais caminhos seguir.

Continuar

•18/06/2012 • Deixe um comentário

Fracassar não é a pior coisa. Pior é se sentir fracassado…

Mais uma vez objetivos não alcançados, apesar de serem objetivos superlativos, mas de tal importância para os objetivos de maior prioridade, que ao não serem alcançados me abatem, fazem pensar, refletir…

Quem nunca pensou em desistir? Creio que todos já pensaram em desistir de seus objetivos e acomodar-se com o que podia/poderia ter… Mas eu não… Não vou cair no conformismo… Não posso… Não quero…

Continuar a tentar é um caminho árduo. Há pouco tempo para muita coisa… Precisarei ser mais egoísta.

Engraçado é ver, por acaso, que situações semelhantes ocorrem com pessoas próximas a mim. E eu tento conforta-las. Mesmo estando desconfortado com situação semelhante. A causa disso provavelmente é que essas pessoas acreditam em mim. E eu não quero decepcioná-las. E pretendo não decepcioná-las. Já escutei muitas de minhas “lições” das bocas de muitas delas. E olha, tenho razão. No momento em que estou, difícil acreditar. Mas sempre acreditei nos meus próprios conselhos, e não deixarei de acreditar agora. Levantar a cabeça, que nós caímos para levantarmos novamente. Eu sei que o melhor ainda me espera. Mas só poderei usufluir do melhor se eu der mais que o meu melhor para chegar lá e poder desfrutar da felicidade com quem esteve e estará ao meu lado.

Continuar. Não desistir. Ainda estou aqui. Pronto para mais uma batalha. O xeque que levei me amedrontou. Mas todo xeque tem saída para o Rei. E quem dará xeque-mate serei eu!

Conceitos Sociais

•04/06/2012 • Deixe um comentário

Evoluímos desde o passado pré-histórico e ainda buscamos a evolução, principalmente social. Assim dando importância para quem está ao mesmo nível social e visando sempre crescer mais e consequentemente ignorando classes mais baixas criando fronteiras sociais. Normal em uma sociedade capitalista, contudo cria-se um preconceito entre as classes, uma invisibilidade social.

O preconceito entre as classes vem do pensamento contraditório e divergente entre elas. Quem é integrante de uma classe alta pensa que seus privilégios foram conquistados com muito trabalho e não é qualquer pessoa que pode tê-los. Já o de classe mais baixa pensa que o de classe alta não largaria seus privilégios e que quem está neste nível social tem a “vida fácil” com tais privilégios.

Do pensamento contraditório e preconceituoso vem a tal da invisibilidade social. Podemos notá-la quando entramos todo dia no trabalho ou na escola e ao menos cumprimentamos o segurança, porteiro ou inspetor como se fossem objetos no dia-a-dia. Fica claro que “valemos o que temos”.

De fato as fronteiras sociais não podem ser quebradas pois é de natureza humana ser melhor, evoluir. Sempre haverá classes sociais. Entretanto os preconceitos sociais podem e devem ser tranpostos. Deveriamos colocar em ação o que Jung preconizava ser: homem que possui “paredes divisórias” transparentes pois se estas paredes forem espessas não vemos nada do outro lado. E quem nada vê não tem segurança, não pode tirar conclusão alguma ou não confia em suas conclusões

Beleza

•07/05/2012 • Deixe um comentário

Já dizia Vinícius de Morais: “As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental.” De fato, beleza é essencial, mas até que ponto? Até quando ser elegante e bonito será sinônimo de competência? No mundo moderno deixamos de ser o que realmente somos para seguirmos um padrão imposto.

Podemos dizer que quem não segue os padrões de beleza sofre um pré-conceito. Por exemplo, as pessoas tatuadas, o antigo conceito do começo da Era Moderna em que tatuagem era vista como marginalidade reflete até hoje causando uma certa dificuldade dessas pessoas conseguirem um emprego, só por não seguirem os padrões de beleza, mesmo sabendo que a tatuagem, hoje em dia, é uma expressão de arte no corpo.

E porque não dizer que as mulheres consideradas lindas não podem interferir na produtividade de um emprego? Ora, a própria pode ser competente, mas e seus colegas de trabalho homens que não hesitam de olhar para tal beleza, assim se distraindo e até cometendo erros no trabalho. Tal situação é subjetiva, porém precisa-se destaca-la pois podemos observa-la no cotidiano facilmente.

Precisamos quebrar esses padrões e pré-conceitos mostrando que beleza não é competencia, ou cao contrário, teremos que tatuar cifrões no meio da testa para que os empregadores contratem alhuém fora dos padrões e que esteja mostrando o que eles realmente querem, sem ao menos dizer uma palavra.

 

Solidão

•16/04/2012 • Deixe um comentário

Já dizia Tom Jobim “É impossível ser feliz sozinho”. Se isso é tão nítido, quais são as causas de um mundo atual tão solitário?

Existem diversas causas que promovem a solidão, tanto social quanto emocional, como a tecnologia, egoísmo e a exclusão.

Que a tecnologia trouxe grandes avanços é verdade. Podemos falar com pessoas à distância e exatamente por ter essa facilidade de comunicação à distância que deixamos de conversar pessoalmente. Aquela história de “Internet: aproximando quem está longe e distanciando qum está perto” contribui, e muito, para a solidão social.

De fato podemos apontar o egoísmo como maior causador da solidão. As pessoas são egoístas pois o mundo contemporâneo exige isso delas. Precisamos ser egoístas para lucrar, evoluir, caso eu precise que alguém faça um serviço que eu não posso, eu pago para que façam. Daí então, consqeuentemente há a solidão social, causada nesse caso por nós mesmos, e então o sentimento de vazio e o pensamento de “No mundo inteiro sou apenas mais um” crescem e, posteriormente, causando solidão emocional.

Dessas diversas causas da solidão, nenhuma delas podem tomar conta de nós, pois a consequência da solidão é a própria solidão.Então ame mais. Ame o mundo, a vida e principalmente si próprio, mas não chegue a ser egoísta com seu amor pois Vinícius de Moraes já dizia. “A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser […] que se recusa a participar da vida humana.”